Assembléia Regional dos Estudantes do Povo – Rio de Janeiro

 

Rio de Janeiro

 

Servir ao povo de todo coração

Tropa de Choque da Revolução!

 

 

Após palestra, música Bela Ciao é cantada

 

A Assembléia Regional dos Estudantes do Povo (AREP) aconteceu no Rio de Janeiro no dia 15 de novembro, sábado, no auditório do SINDSPREV/RJ (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do RJ) com o tema “Rebelar-se é Justo” e três eixos centrais: Democratização das Escolas e Universidades; Apoiar e Propagandear a Revolução Agrária; e Denunciar o Estado Policial e a Criminalização da Pobreza.

Compareceram cerca de vinte estudantes, entre secundaristas do CEFET, Pedro II e do Instituto de Educação, e universitários da UERJ, UNIRIO e UFF. A Assembléia iniciou por volta das onze horas da manhã e terminou após às 18 horas, com muito entusiasmo dos companheiros presentes.

Na primeira mesa foram convidadas as entidades presentes para saudarem a Assembléia. Os companheiros da ADE (Ação Direta Estudantil) fizeram sua intervenção e relataram como as lutas tem se desenvolvido no estado, particularmente a luta contra o Reuni na UFF, onde os estudantes do ICHF têm feito piquetes para impedir a realização de aulas como forma de protesto contra a implementação do decreto que, entre outras coisas, acaba com o curso de Ciências Sociais e cria curso de “Segurança Pública” (!!).

Depois, uma companheira do DCE da Unirio expôs a situação de construção do movimento estudantil na Universidade que, assim com as outras três Federais do Rio, ocupou a reitoria no final do ano passado.

O CEBRASPO (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos), também convidado para a Assembléia, deu sua saudação aos estudantes em luta enfatizando a importância do movimento estudantil empunhar a bandeira contra a criminalização dos movimentos populares – que cresce celeremente pelo país e, de forma ainda mais acentuada na cidade do Rio.

Mural de Cultura afixado na lateral da Assembléia

Em seguida o Centro Acadêmico de Pedagogia da Unirio, que puxou a luta contra o Reuni na Instituição, fez sua intervenção ratificando a importância de se construir um movimento estudantil independente do governo e de reitorias para derrotar a “reforma” universitária e outros ataques à educação.

Por último falou o companheiro representante da Coordenação Regional do MEPR que saudou a realização da Assembléia, denunciou a situação de miséria a que está submetida grande parte da juventude na cidade e explicou a necessidade e as brilhantes perspectivas da Revolução em nosso país.

Também foi lido uma nota de saudação à Assembléia do Núcleo Baixada Fluminense da Liga Operária que foi convidado, mas não pôde participar.

A Liga dos Camponeses Pobres, organização democrática dos camponeses, também foi convidada mas não pôde enviar representante.

Após o término desta primeira mesa, iniciou-se a Mesa com o tema “Crise Financeira e Revolução Brasileira” com o palestrante convidado da Assembléia, José Ricardo Prieto, diretor do Jornal A Nova Democracia.

A palestra durou cerca de 40 minutos e esclareceu bastante sobre a crise atual desencadeada pela “bolha imobiliária” e sobre o processo revolucionário que já se desenvolve no Brasil. O palestrante alertou que esta crise é bastante grave, sendo da própria natureza do capitalismo em sua fase superior monopolista, o imperialismo, e é insolúvel nos marcos deste sistema; por isso, se estenderá ainda por algum tempo, trazendo mais exploração e opressão aos povos, principalmente de países coloniais e semicoloniais.

Por outro lado, José Ricardo também fez questão de pontuar que os povos não aceitarão passivamente a enxurrada de ataques e responderão à altura, como já acontece em diversos países em que massivas manifestações de trabalhadores contra demissões e corte de direitos eclodem dia a dia.

Algumas perguntas e intervenções após a palestra encerram esta segunda Mesa. Músicas como “Bandeira Rubra” e “Bela Ciao” também foram cantadas pelos participantes durante as falas e nos intervalos.

A última mesa tinha como tema o “Movimento Estudantil”. Companheiros de todas as escolas e universidades presentes relataram as experiências de lutas em cada local neste último período. A Coordenação Nacional do MEPR também fez uma intervenção neste ponto, convidando os presentes a construírem a Movimento Estudantil Popular Revolucionário, chamando atenção para a importância das inúmeras lutas que aconteceram na cidade, como a luta contra o decreto do Reuni, que mobilizou milhares de estudantes no estado, mas ressaltando a necessidade de se ter um movimento estudantil que não levante apenas as bandeiras estudantis, mas se unifique com a luta dos operários e camponeses pela transformação revolucionária de toda a sociedade.

Os informes de cada escola e universidade possibilitaram ter uma visão geral da crescente luta estudantil em nosso estado. Foi proposto e aceito que no ano que vem organizaremos Plenárias de Estudantes para manter este contato entre estudantes em luta em diferentes escolas e universidades.

A Assembléia Regional foi finalizada com todos de pé, entoando A Internacional, o hino internacional do proletariado, e com a firme decisão de desenvolver o movimento estudantil revolucionário e que sirva ao povo em nossa região.

Os companheiros do Rio esperam com muito entusiasmo a realização das Assembléias Regionais em outros locais e já se empenham em organizar a Assembléia Nacional.

 

 

Viva a Assembléia Regional dos Estudantes do Povo!

Rebelar-se é Justo!

 

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