Rebelar-se em defesa
do ensino público é justo!
Gov.
FMI-PT-Pecedobê corta verbas da educação
Senadores e deputados aprovaram no dia 18/12 o Orçamento 2009 da
União. Como de costume mais uma aprovação antipovo sai deste
corrupto e podre Congresso Nacional. Desta vez, a bomba é um
corte de 10,6 bilhões no Orçamento para o ano que vem sendo que,
destes, mais de 1 bilhão será da educação; a Ciência e
Tecnologia ficou com corte de 1 bilhão e a saúde com 35 milhões.
O
ensino no país já vai de mal a pior: falta tudo! Até giz falta
em escolas e universidades! E estes políticos oficiais, inimigos
do povo, ainda aprovam um corte enorme de 1,6 bilhão de reais.
Esta
é a caricatura de democracia que existe no Brasil. Acaso o povo
é beneficiado com menos 1 bilhão na educação ou menos 35 milhões
para a saúde? Quem se beneficia com aumento de 261% para o
Ministério do Turismo? A verdade é que no Brasil não existe
democracia alguma para o povo. Chamam de democracia estas
eleições corruptas que dão a oportunidade do povo escolher qual
destes senadores e deputados vão ser os picaretas da vez. Mas
eleição após eleição, as medidas contra o povo e a nação
continuam a ser expedidas pelos governos.
O que
está claro é que o Estado brasileiro se prepara para atender as
novas necessidades das classes dominantes, cortando despesas
públicas para entregar ainda mais riquezas para o imperialismo e
salvar os grandes capitalistas que chafurdam nesta grave crise
econômica mundial.
Vale
lembrar agora o quão justas foram as ocupações de reitoria
contra o REUNI e ainda são as lutas de resistência contra a
aplicação deste famigerado decreto. O Governo e seu braço
estudantil, Une e Ubes(PT-Pecedobê) gritam aos quatro cantos a
suposta “democratização” que fazem do ensino superior. Aí está:
tudo mentira! O aumento das vagas, dos investimentos, ampliação
das instalações e toda demagogia tão propalada neste último
período culmina agora com este corte drástico no orçamento.
Para
ilustrar a situação é ainda oportuno citar que o redator-geral
da proposta foi o senador Delcídio Amaral, membro do PT, este
partido que desde sempre é oportunista e lacaio das classes
dominantes, mas se pinta de vermelho e se autodenomina
“esquerda”. O mesmo PT que diz realizar a “democratização do
ensino superior” cortou 1,6 bilhão da educação.
Como
temos insistido, esta política de desmonte do ensino público,
encabeçada pela “reforma” universitária, está sendo aplicada
parte por parte. Enquanto o anteprojeto da “reforma” não é
aprovado no Congresso, várias medidas de privatização e
precarização do ensino já estão há muito sendo implementadas
pelas gerências de turno, particularmente por Luiz Inácio.
Muitas lutas estudantis têm estourado nestes últimos meses, mas
é preciso unificar todas as lutas dispersas e agrupá-las numa
grande Greve nacional para barrar a “reforma” universitária e
demais políticas antipovo. Somente uma Greve combativa, que
mobilize estudantes de todo o país, com manifestações de rua e
ocupação das universidades é que podemos barrar a política do
imperialismo para o ensino em nosso país, como este corte de
verbas e a contra-reforma universitária. A construção da Greve
Geral contra as “reformas” do imperialismo segue sendo a tarefa
central para os estudantes em luta.
Preparar a
Greve Geral contra as “reformas” do imperialismo!
Abaixo o
corte de verbas da educação!
Rebelar-se
é justo!