EM ALAGOAS,
FALTA EDUCAÇÃO E SOBRA
VIOLÊNCIA E
OPRESSÃO SOBRE O POVO
A situação
da educação em Alagoas é um absurdo. Muitos estudantes do ensino
médio não puderam se inscrever para fazer as provas do já
injusto vestibular, por falta de professores e condições nas
escolas. Enquanto mais de 46 mil se inscreveram para fazer o
"exame", apenas pouco mais de três mil entrarão na Universidade
Federal de Alagoas (UFAL) em 2009, o que deixará milhares de
estudantes fora da universidade ou dependentes das faculdades
particulares.
No ensino
fundamental, a situação não é diferente. As salas são
insuportáveis, sem ventiladores, quadros e até giz. Faltam
quadras poliesportivas, refeições suficientes, pois muitos
alunos vão pra escola sem nenhuma alimentação. Se tudo isso
contribui para a falta de interesse da juventude, soma-se ainda
o fato das poucas aulas serem totalmente desligadas da
realidade, tanto nas escolas secundaristas como nas
universidades. Milhares de crianças e adolescentes já deixaram
de estudar por não poderem pagar as caras passagens de ônibus, o
que põe na ordem do dia a luta pelo passe-livre integral.
À medida que
aumenta o descaso do governo para com a educação e outros
direitos do povo, aumenta ao mesmo tempo o número de jovens
lançados no tráfico de drogas - sendo a maioria assassinados.
Grande parte dos homicídios registrados no estado este ano são
de adolescentes ligados à venda de drogas, como a maconha e
principalmente o crack.
O estado,
que é gerenciado por um conhecido usineiro, gasta milhões em
propagandas mentirosas sobre a educação. O mesmo faz o prefeito
da capital, testa-de-ferro do maior sanguessuga do povo
alagoano, que também é usineiro.
Só com organização, muita rebelião e com um movimento estudantil
combativo, independente do Estado, de governos e destas eleições
corruptas poderemos reverter esse jogo. Só assim poderemos
construir uma educação pública de qualidade, que sirva aos
interesses de todo o povo.
Rebelar-se é
justo!