As
manifestações contra o aumento de 8,8% nas passagens
de ônibus em Florianópolis chegam ao seu segundo
dia, e terminaram com um número muito maior do que em
30 de maio. Às 7h20 da manhã de terça-feira,
31 de maio, cerca de 150 pessoas tentaram fechar o Terminal
de Integração de Canasvieiras, mas foram impedidas
pela Polícia Militar e o Batalhão de Choque. Ao
meio dia, a avenida Mauro Ramos e o Terminal da Trindade também
foram paralisados. Durante o todo o dia manifestantes se concentraram
no Terminal do Centro (Ticen).
No final da tarde a manifestação dos/as servidores/as
municipais, que estão em estado de greve, engrossou o
ato no Ticen. Com aproximadamente 2 mil pessoas o ato prosseguiu
em marcha até a avenida Beira-Mar Norte, onde foi duramente
reprimida pelo Batalhão de Choque e o Batalhão
de Operações Especiais. Estudantes foram feridos
com tiros de bala de borracha e estilhaços de bombas
de gás lacrimogêneo.
O
prefeito Dário Berger soltou uma nota de esclarecimento
argumentando que o aumento é fruto de uma decisão
judicial sobre decreto da administração da ex-prefeita
Angela Amin. Porém, o decreto é assinado pelo
Poder Executivo, cabendo apenas ao prefeito a revogação
do reajuste que torna a tarifa de Florianópolis a mais
cara do país. Questionado sobre o aumento, secretário
de Transportes, Norberto Stroisch, afirmou que: "À
decisão judicial cabe recurso? Cabe. Mas não foi
iniciativa da atual gestão. A Prefeitura não irá
tomar nenhuma iniciativa desta natureza, ela irá respeitar
a
decisão judicial", conclui.
Novas manifestações voltam a acontecer em 1 de
junho. Um grande ato, reunindo sindicatos, associações
de moradores/as, estudantes e a população em geral
está convocado para quinta-feira, 2 de junho, às
18h no Ticen.