Governo e PM impõem clima ditatorial contra manifestações
Completaram
ontem, 16 de junho, 18 dias de manifestações contra
o aumento de 8,8% nas tarifas de ônibus em Florianópolis,
Santa Catarina. Os protestos iniciaram no dia 30 de maio. Pela
manhã, foi realizada na Universidade Federal de Santa
Catarina uma audiência para discutir os problemas do transporte
coletivo na cidade. O secretário de Transportes, Norberto
Stroisch, foi intensamente vaiado e obrigado a assistir a um
vídeo sobre as manifestações e a violência
da Polícia Militar (PM), comandada pelo governador do
Estado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Durante a audiência,
foi anunciado que um manifestante permaneceu preso entre os
dias 9 e 14 de junho.
A
partir das 14h manifestantes se concentraram em frente ao Terminal
do Centro. Cerca de 600 pessoas marcharam pelas principais ruas,
passando pela prefeitura. A partir das 19h, dois grupos bloquearam
as avenidas que dão acesso às pontes que ligam
a ilha ao continente. A tropa de choque e o Comando de Operações
Especiais dispersaram manifestantes com bombas de gás
e tiros de de balas borracha. Após nova concentração
em frente ao terminal, a PM fez do centro um cenário
de guerra. Muitas bombas e tiros de borracha, mirados para qualquer
aglomeração de pessoas.
Foram
confirmadas 16 detenções. 7 menores de idade foram
liberados, oito manifestantes saíram após pagar
fianças entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00 e o manifestante
Olacir Barbosa da Silva ainda permanece preso e está
sendo acusado de formação de quadrilha. Os nomes
confirmados são Elias Silva Santos, Clovis Mariano da
Costa, Douglas Gean Erdmann, e Matheus (não conseguimos
o sobrenome). Bruno Nascimento (menor de idade), Leonardo Possebon
e Danilo Stank Ribeiro. Os manifestantes liberados com fiança
estão sendo acusados por danos ao patrimônio público.
Há suspeitas de desaparecimento de cerca de 30 pessoas
que foram detidas, mas não se encontram em nenhuma delegacia.
Não há confirmação sobre o número
de feridos com balas de borracha e estilhaços de bombas.
Retirado
de CMI