Continua em
Goiânia a luta contra o aumento e pelo passe-livre!
Após
manifestação realizada no dia 08/04/09, a luta combativa dos
estudantes em Goiânia continua! Uma verdadeira jornada de lutas
foi construída de forma independente de partidos políticos
eleitoreiros e entidades estudantis corruptas.
Uma série de
manifestações tem varrido a cidade e mostrado que o movimento
estudantil está bem vivo. Se livrando das amarras da UNE/UBES,
estudantes principalmente secundaristas saíram às ruas para
exigir seus direitos, sob a consigna “Rebelar-se é Justo!”.
A revolta
lutava contra as reformas que a Prefeitura pretende introduzir
no sistema de transporte público, que engloba:
1. Aumento da
passagem de R$2,00 e aumentará para R$ 2,50;
2. Implemento
de linhas com “micro-ônibus de luxo” (com serviços de
ar-condicionado, internet a bordo e televisão), ligando os
condomínios fechados e áreas “nobres” ao centro da cidade por
módicos R$4,50 - (que não contam com a meia-entrada estudantil
e com o passe-livre para idosos);
3.
Privatização dos terminais, expulsando os camelôs e ambulantes
que lá trabalham.
Terça-feira,
14/04
Desta vez a
data escolhida foi terça-feira, 14/04/09, dia em que se
reuniriam toda a corja composta por
representantes do poder municipal e por empresários que exploram
o povo usuário do transporte público para aumentar o preço da
tarifa de ônibus.
Se
concentrando na Praça Universitária, estudantes secundaristas,
Grêmio Estudantil do CEFET, MEPR e representantes da Liga
Operária seguiram em vigorosa manifestação pelas ruas da cidade,
explicitando o absurdo que é aumentar a passagem de ônibus – que
atualmente já custa R$2,00 e aumentará para R$ 2,50 – e outras
medidas que a Prefeitura pretende impor.
A primeira
parada da manifestação foi o Colégio Pré-Universitário, para
chamar para a luta os estudantes que haviam sido proibidos pelo
diretor de participar do ato. Tal diretor, destacado pelego do
PT, é conhecido por oferecer pontos a estudantes que
participarem de manifestações promovidas pela direção
oportunista do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado
de Goiás – SINTEGO.
Os
secundaristas do Pré-Universitário atenderam ao chamado,
rechaçaram o autoritarismo da direção e sob a palavra de ordem
“Escola que é prisão vai ter rebelião” engrossaram as colunas da
manifestação, que marchava incontida, agitando as bandeiras
vermelhas e cantando a plenos pulmões contra o aumento e pelo
passe-livre, chamando toda a população da cidade a combater mais
um reajuste abusivo.
A manifestação
seguiu até a CMTC - Companhia Metropolitana de Transporte
Coletivo, onde fez uma parada para protocolar documentos
exigindo que seja cumprido os direitos do povo; reivindicando o
cancelamento imediato do aumento, a manutenção dos trabalhadores
ambulantes nos terminais de ônibus e passe-livre, sem a ilusão
de que estas conquistas virão com reuniões ou negociações, mas
sim com a luta nas ruas!
Quinta-feira,
16/04
No
dia 16 de abril foi organizada mais uma manifestação contra o
aumento da passagem e a implantação de um sistema seletivo de
transporte (o qual tem um valor de tarifa a R$4,50: o dobro do
novo preço da passagem convencional), e pelo passe livre
estudantil.
A manifestação
começou às 15:00h, na Praça Universitária, tendo sido convocada
por estudantes independentes e contou com a participação de
estudantes secundaristas, do Grêmio Estudantil do CEFET, MEPR e
de alguns universitários, que formaram um grupo de cerca de 80
pessoas, as quais foram às ruas e paralisaram o trânsito nas
principais vias da cidade.
O ato foi
muito movimentado e sempre acompanhado pela polícia, que ficou
constrangida de partir para pancadaria logo de cara, pois estava
muito queimada com a população, graças às agressões e prisões
arbitrárias efetuadas nas últimas manifestações.
Foi ocupado o principal cruzamento da
cidade e mesmo com um grande número de pessoas apoiando a
manifestação da calçada, a polícia, que acumulara um grande
número de soldados com o reforço do GIRO -
Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva,
atacou os estudantes com spray de pimenta, socos e pontapés,
prendendo cinco manifestantes, que foram liberados no mesmo dia,
após intervenção da Advogada do Povo Dra. Clarissa Machado.
No entanto,
esses 5 companheiros responderão a processos por integrarem esta
luta mais do que justa!

Sexta-feira,
17/04
Depois de
várias manifestações no Centro de Goiânia, puxadas pelo MEPR,
por estudantes independentes e o Grêmio do CEFET e outras
puxadas pelo ZICA (Zona Independente Contra o Aumento) e
independentes que contavam com cerca de 100, 200 e até 350
pessoas, o DCE da UFG (PSTU / PCB / PSOL), vendo as
mobilizações, também chamou um ato dentro do Campus II.
Durante a
manifestação, intervimos denunciando a postura da CMTC –
Companhia Metropolitana de Transportes e da Prefeitura de
Goiânia que mandaram a polícia bater, prender e processar 5
estudantes durante as manifestações no centro. A polícia - que
já estava no ato, isto é, de forma ilegal e ilegítima, atuando
dentro de um espaço Federal - não gostou da fala, o que já era
esperado.
Então, a
polícia chamou o DCE para “conversar”, os policiais disseram ao
DCE que se houvesse outra fala como aquela eles acabariam com o
ato ali mesmo. Mas, termos os nossos direitos desrespeitados
pela polícia é esperado, o que não foi esperado foi a reação do
DCE! Durante esta primeira fala um representante do DCE tentou
tirar o microfone da nossa mão, mas pedimos para terminar a fala
e então esperaram. Depois da fala, cumprindo as ordens da
polícia, fomos impedidos de falar durante grande parte do ato,
pois o DCE temia que falássemos mal da polícia.
Não podemos
aceitar que a polícia decida o que será falado nas
manifestações, esta decisão cabe aos estudantes!! Se faz isso, e
quem está a frente do ato, neste caso o DCE, aceita de bom
grado, o que está sendo construído não é luta e sim uma farsa,
que tenta fazer dos presentes no ato uma massa para manipulação
do Estado, através de falsos representantes nas entidades
estudantis!
Logo depois,
um estudante indignado pichou o ônibus, com os dizeres “Não ao
Aumento”. A polícia viu o ônibus pichado, alguns policiais
voltaram para dentro do Campus e disseram que se não prendessem
o responsável por aquele “grave crime”, invadiriam o Campus com
a Tropa de Choque. O DCE pediu que quem fez tivesse a
“hombridade de identificar-se” (!?). Ou seja, a CMTC pode
emporcalhar a cidade com sua falsa propaganda na TV, nos ônibus,
nos jornais; mas quando um estudante escreve palavras que
expressam a indignação de todos, ele é condenado pela própria
entidade que deveria defendê-lo!
Rebelar-se é
Justo!