Repressão contra estudantes em luta na UFMS

 

Os estudantes da UFMS que ocupavam a reitoria desde o dia 7 de agosto foram reprimidos, a mando do REItor Manoel Paes Peró, no último dia 23.

A justiça deste velho Estado, cumprindo sua função, expediu mandado de reintegração de posse do prédio da reitoria, estipulando uma multa de R$10.000 além de R$5.000 por cada dia a mais. O documento da justiça foi entregue às 14:40h e exigia a saída dos estudantes até às 18h - quando a polícia entraria em ação.

Os estudantes ocuparam o prédio para garantir democracia dentro da Instituição, controlada diretamente pelo governo através de burocratas instalados na reitoria. Enfrentando todo tipo de boicote por parte da reitoria os estudantes ficaram ocupados por 17 dias.

Mais uma vez a Universidade semicolonial no Brasil dá mostras de sua podridão. Os estudantes, que não tiveram direito nem de participar do Conselho Universitário, agora são ameaçados pela Justiça Federal de serem agredidos pela polícia numa operação de reintegração de posse. Reintegração para uma minoria parasita, representante do governo e que trabalha diariamente para destruir o ensino público e gratuito. Os estudantes são o maior segmento da Universidade e simplesmente não têm o direito de ocupar o prédio da reitoria! Não temos direito à nada, esta é a verdade! Embora sejamos a maioria não temos nenhum poder nem direito (nesta estrutura) de participação no governo da Universidade. E quando realizamos a democracia com nossas próprias mãos, quando os estudantes ocupam um lugar que é seu, quando queremos resolver os problemas da Universidade, juntam-se todos, reitoria, governo e todas suas instituições reacionárias para nos difamar e reprimir.

A Ocupação da reitoria terminou mas os estudantes continuam mobilizados. A luta não vai parar!

É preciso continuar a luta por democracia dentro de nossas Universidades. A democracia nas Instituições de ensino só será conquistada através das lutas, principalmente estudantis. O velho Estado mostrou uma vez mais a forma com que resolve as contradições dentro da Universidade: através da coerção. E o movimento estudantil não deve se intimidar com a violência do Estado, mas pelo contrário, organizar formas de autodefesa e avançar na luta pela democratização das Universidades.

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