Estudantes de Goiânia se manifestam contra o aumento da passagem e pelo Passe-Livre!

No dia 20 de outubro os estudantes de Goiânia deram uma resposta combativa e organizada ao aumento da passagem de ônibus de R$ 1,50 para R$ 1,80, ocorrido uma semana antes.

Depois de muita propaganda mentirosa sobre a melhoria do transporte coletivo, o governo, conluio com os monopólios do transporte, quiseram pegar o povo de surpresa com mais esse aumento, e o fizeram com a Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo, da qual fazem parte representantes da prefeitura, do Governo Estadual, da Assembléia Legislativa e do Sindicato da Burguesia do Transporte - SETRANSP.

Este é o caráter desse Estado podre, que nada faz pelo povo e só serve à burguesia, ao latifúndio e ao imperialismo. Pouco importa para esses demagogos que os trabalhadores tenham de desembolsar mais de 100 reais por mês para chegar ao local de trabalho, onde são ainda mais explorados, ou que milhares de estudantes sejam forçados a parar de estudar por causa do alto custo do transporte.

O povo já não agüenta mais as péssimas condições do transporte: a superlotação, nos ônibus, a calamitosa situação dos terminais e a ausência dos cobradores, levando milhares de operários ao desemprego, apenas para aumentar o lucro das empresas.

Retomando as lutas pelo Passe-Livre levantadas na década de 80 e as puxadas pelo MEPR no final de 2002, e seguindo os exemplos vitoriosos da luta dos estudantes, como em Florianópolis, Rio de Janeiro e Vitória, o MEPR chamou essa manifestação, que foi marcada pela unidade da luta estudantil, participando da manifestação, e organizando em conjunto, o Movimento Passe-Livre Goiânia - MPL-Goiânia, a Coordenação Nacional de Lutas Estudantis - CONLUTE, o Partido Socialismo e Liberdade - PSOL e a Executiva Goiana de Estudantes de Pedagogia - ExGEPe.

A manifestação massiva, com cerca de 400 estudantes, saiu da Catedral Metropolitana, aos gritos de "Não vamos mais pagar! Passe-livre já!", "Não é inteira, e nem metade, é passe-livre de verdade!", "R$ 1,80, não pago não! Agora eu só ando no pulão!".Desceu por uma das avenidas mais movimentadas do Centro (Av. Araguaia) e fechou o principal cruzamento da cidade por aproximadamente 40 minutos, quando vários estudantes que saíam das aulas aderiram à massividade.

Depois, a manifestação desceu para o SETRANSP, mantendo a Rua 4 foi mantida fechada e onde foi entregue uma carta de reivindicações. Como sempre, os representantes desse Estado podre e da burguesia colocam funcionários para receber as reivindicações, para depois mandar essas reivindicações sabe-se lá para onde. E foi o que fez o SETRANSP, mostrando seu verdadeiro interesse.

Em frente ao SETRANSP, por longo tempo foram feitas palavras-de-ordem e intervenções combativas em que o MEPR apontou a farsa das eleições, mostrando o verdadeiro caminho da luta popular, apontando para o direito à educação e para a luta dos camponeses pobres, que vivem nas condições mais difíceis e se levantam mais e mais na construção de uma nova e verdadeira democracia. Os estudantes saíram para realizar um massivo e imenso PULA-CATRACA, de aproximadamente 200 estudantes em um terminal do Eixo da Avenida Anhanguera. As direções da CONLUTE e P-SOL mostraram mais uma vez seu caráter, se recusando a acompanhar a manifestação. Com o Pulão, uma boa parte dos estudantes conseguiu pegar o ônibus antes que a polícia fechasse o Eixo, para em seguida tentar expulsar os estudantes do terminal. Mas os estudantes mantiveram-se firmes, e ainda derrubaram um policial, que acabou levando vários pontapés.

Os estudantes resistiram combativamente por um bom tempo, aos gritos de "Abaixo a repressão!" e "Queremos estudar! Passe-Livre Já!", e com o apoio irrestrito da população, inclusive os camelôs. Um estudante, porém, que havia ficado deitado diante da polícia, na ilusão de praticar uma resistência pacífica, foi algemado e levado para a delegacia, o que mostrou o caráter fascista dessa Polícia, que é a mesma que assassinou trabalhadores no Sonho Real, em fevereiro.

Na resistência, destacou-se a combatividade das companheiras estudantes, que não se intimidaram e foram à linha de frente com as palavras-de-ordem. Os estudantes passaram a exigir a liberdade do estudante preso e questionar para onde ele seria levado, visando evitar que a polícia o agredisse. O estudante foi solto ao final da tarde.

Agora, a luta continua, as manifestações e lutas não vão parar! Os estudantes de Goiânia se preparam em cada local de estudo para continuar resistindo ao absurdo aumento da passagem dos ônibus e exigindo o Passe-Livre, como parte do levante das massas na cidade e no campo, que tende a se intensificar vitoriosamente em nosso país!

Viva a luta estudantil combativa e independente!

Transporte Público é Direito do Povo!

Não é inteira, e nem metade, é Passe-Livre de verdade!

Lutaremos até o fim por todos os nossos direitos!

MEPR - Movimento Estudantil Popular Revolucionário

 
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