CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA
PUC SÃO GABRIEL EM BELO HORIZONTE.
Mais uma vez, a PUC demonstra seu caráter antidemocrático e
reacionário. Desta vez, 06 seis estudantes estão sendo punidos
com suspensão de até 90 dias por lutarem em defesa de um DCE
Livre e se posicionarem contrariamente às altas mensalidades
e a postura arbitrária da instituição com relação aos estudantes
inadimplentes.
No dia 13 de março de 2008 dezenas de estudantes foram protestar
na sede do DCE. Eles foram exigir a inscrição da chapa que tinha
sido injustamente impugnada, esse protesto resultou em uma briga
com os pelegos eleitoreiros que parasitam o DCE. A PUC mais que
depressa interferiu no movimento e abriu um processo
adminsitrativo para “apurar” os fatos, esse processo foi a
oportunidade que a PUC encontrou de perseguir o único movimento
legítimo do campus, que denuncia as altas mensalidades, a falta
de bolsas e desmascara a farsa do proUNI.
Para PUC é um crime o estudante não aceitar ser explorado por
mensalidades altíssimas, é um crime o estudante não aceitar ser
humilhado por “assistentes sociais” que sugerem aos estudantes
venderem seus bens para pagar as mensalidades, é um crime querer
uma universidade melhor, querer ter acesso a ciência e ao tão
propalado “conhecimento que transforma”.
Na realidade, vemos que o discurso da PUC MINAS de “conhecimento
que transforma” não passa de mais uma jogada de marketing. Esta
instituição falida, que em pleno século XXI obriga os estudantes
a terem aulas de “ensino religioso”, basta ter seus privilégios
de classe ameaçados para aplicar a mesma política fascista que
perpassa toda a história das administrações semi-coloniais das
Universidades brasileiras, na mais descarada repressão ao
movimento estudantil.
A exemplo do que ocorreu na PUC-SP em novembro do ano passado,
quando estudantes que ocuparam a reitoria foram brutalmente
reprimidos e agora são processados, a PUC MINAS, aliada a
setores oportunistas do velho movimento estudantil, criminaliza
a luta estudantil na PUC São Gabriel, na vã tentativa de
impedir que os estudantes se organizem e briguem por seus
direitos.
Não aceitaremos mais este absurdo. A suspensão dos 06 estudantes
só serve para demonstrar o quão justo é o caminho que o
movimento está seguindo. Este processo servirá apenas para por
mais lenha na fogueira que, em breve, incendiará a Universidade.
Abaixo a criminalização do
movimento estudantil!
Exigimos
o cancelamento do processo administrativo e a suspensão das
punições contra os seis estudantes!
Viva a Luta
contra as altas mensalidades e em defesa dos estudantes
inadimplentes!
Leia e divulgue a
nota de repúdio assinado por diversos Diretórios Acadêmicos da
PUC SÃO GABRIEL.
DENÚNCIA
A Pró-reitoria da PUC MINAS São Gabriel processa
e suspende injustamente alunos por lutarem por um DCE Livre
1) No dia 13 de março deste ano dezenas de estudantes, de
vários cursos, dirigiram-se a sede do DCE com o objetivo de
solicitar esclarecimentos sobre a decisão da junta eleitoral,
que impediu injustamente a inscrição da chapa DCE Livre, que
concorreria às eleições do DCE. A título de informação, a chapa
DCE Livre foi vencedora do pleito eleitoral passado, porém as
eleições foram anulados pois seus opositores colocaram cédulas
com cola o que fez anular a eleição.
2) Um dos membros da junta eleitoral, que era parcial (pró
velho DCE e atual "Novos Rumos") partiu para agressão física a
esses estudantes que protestavam. As agressões foram filmadas
por um estudante e o vídeo está disponível no youtube. (youtube.com/movimentoestudantil).
3) Praticamente todos na universidade ficaram sabendo do
ocorrido. O então pró-reitor, prof. Ribas, montou uma comissão
de inquérito, com professores do curso de direito, e iniciou um
Processo Administrativo (interno) para apurar o ocorrido no dia
13 de março, interferindo na autonomia e na liberdade do
movimento estudantil.
4) Ressalta-se que o referido inquérito administrativo não
passou de mera formalidade, sendo explicito que a Pró-Reitoria e
a Comissão de investigação não estava preocupadas em apurar o
ocorrido no dia 13/03/08 e o que as pessoas envolvidas
supostamente praticaram, mas sim condená-las pelo o que estas
pessoas pensam. E nossa afirmação sustenta-se nos seguintes
fatos:
- conversas intimidatórias na sala do Pró-Reitor onde os alunos
eram questionados por haverem participado de assembléias
estudantis em 2006.
- Perguntas da Comissão de investigação estranhas ao fato do dia
13/03 e referentes a atividades do movimento estudantil em
defesa dos alunos inadimplentes e outras atividades realizadas
com o apoio dos Diretórios Acadêmicos como exibição de vídeos,
etc.
- Nos momentos de depoimentos (acusados e testemunhas) notou-se
a existência de uma pasta contendo materiais de divulgação do
movimento estudantil, algo semelhante a um dossiê.
- Não era permitido aos acusados tirar cópias do inquérito e nem
retirá-lo da secretaria para saberem ao menos do que estavam
sendo acusados.
5) Justamente agora, nesta última semana, a pró-reitoria
atingiu o seu ponto máximo da ingerência, punindo com suspensão
seis dos estudantes que protestavam exigindo esclarecimentos.
Com isso, estes alunos correm grande risco de perder o semestre.
6) E a atual gestão do DCE, que além de cumprir muito bem o
papel de camisa-de-força do movimento estudantil, (ter grande
utilidade como lan-house e casa de jogos), estes simplesmente
foram absolvidos pelo processo como "inocentes" que agiram em
"legítima defesa".
7) Desde o início, o movimento estudantil da PUC
posicionou-se contrário a este processo, pois trata-se de um
assunto relativo ao movimento estudantil, que possui suas
instancias legítimas de decisão como os Diretórios Acadêmicos e
o Conselho dos Diretórios Acadêmicos.
8) Esta comissão que conduziu o processo, utiliza o Artigo
190 do regime disciplinar da PUC (inciso III – d), que reza
estar prevista "Suspensão de atividades escolares" por "Convocação
ou realização de quaisquer comemorações ou eventos que não
guardem estreita vinculação com as atividades acadêmicas". A
universidade que defende a promoção do conhecimento,
"Conhecimento que transforma", livre pensamento, conserva um
artigo similar ao decreto-lei 477 do gerenciamento militar.
9) Não podemos permitir essa injustiça. A atitude da
pró-reitoria está errada. Na PUC-SG existe um legítimo movimento
estudantil, que organiza a luta dos inadimplentes, combate as
altas mensalidades e reivindica mais bolsas de estudos. A chapa DCE
Livre foi fruto desse movimento. A pró-reitoria sabe disso e
com essa decisão injusta, vemos que no fundo o que querem é
atacar o direito à livre organização dos estudantes e acabar com
o movimento estudantil no campus.
10) Mas não alcançarão esse intento.
11) Os estudantes "punidos" já estão se preparando para entrar
na justiça contra essa decisão. Chamamos todos a repudiarem essa
intervenção no movimento estudantil e o ataque ao direito dos
estudantes de se manifestarem e exercerem seu livre direito de
pensar e agir.
12) Exigimos esclarecimentos imediatos sobre esta decisão
arbitrária da comissão que conduziu este processo e o
cancelamento imediato das punições.
Exigimos o cancelamento do processo
administrativo e a suspensão das punições contra os seis
estudantes.
Exigimos democracia na PUC.
Encaminhem notas de repúdio para a pró-reitoria da PUC Minas SG
no email:proreitoria.sg@pucminas.br,
ou liguem no número: (31)
3439.5200
DACOI. D.A. de Comunicação / D.A. de Psicologia / D.A. de Letras
/ D.A. de Ciências Contábeis