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teatro, um novo caminho a trilhar
Em
Janeiro deste ano, o Movimento Estudantil, em apoio ao Comitê
de Defesa da Revolução Agrária, ajudou a realizar
diversas atividades de arrecadação financeira afim
de formar uma Brigada Estudantil, para visitar e conhecer a Liga
dos Camponeses pobres na região de Montes Claros, Minhas
Gerais.
Entre as atividades, realizamos uma peça teatral de rua que
refere-se a adaptação do poema "João Boa-Morte
(1964)" de Ferreira Gullar, que conta a dura vida de um camponês
nordestino que descontente com a exploração dos donos
de terra é expulso do campo. Após procurar trabalho
em outras fazendas e de não obter nenhum resultado, João
Boa-Morte decide matar a família e se suicidar. Antes que
cometa tal ato e termine com seu desatino João reencontra
Chico Vaqueiro camponês como ele, que lhe apresenta a Liga
Camponesa. João passa a se organizar e lutar por seus direitos.
Infelizmente, a maioria dos companheiros não tinha experiência
alguma com teatro, e quem tinha, tinha pouca, o que causou certa
preocupação. Mais, como sempre fala uma de nossas
companheiras : “quem não tem nada a perder, tem o mundo
a ganhar. Lenin”. E deixando a timidez e a falta de experiência
de lado, nos reunimos durante duas semanas para ensaiar, montar
figurinos e cenário, para logo começarmos as apresentações.
No Domingo dia 14 de Janeiro, Largo da Ordem, após muito
pouco tempo de preparação fizemos nossa primeira apresentação
de rua. Nos surpreendemos de como a vontade a união e o trabalho
podem realizar grandes obras em nossa sociedade e de que realmente
“quem não tem nada perder, tem o mundo a ganhar. Lenin”
e ganhamos companheiros. Viva !!!. A estreia foi maravilhosa assim
como todas as outras apresentações, a peça
foi contemplada e acolhida pelas pessoas da cidade. Muitos contribuíram,
ou financeiramente, ou com palavras de animo e estimulo. E muitos
mais os que se conscientizaram, e entenderam que “o caminho
da vitória, esta na revolução!!!”
De tudo, esta experiência nos trouxe algo mais. Descobrimos
que o teatro e a arte, são instrumentos poderosos na luta
por conscientizar as pessoas, incontáveis foram os desabafos
do publico quanto isso. Como comentou um de nossos companheiros
“ As pessoas podem estar acostumadas a ver uma bandeira vermelha,
e não encontrar nenhum significado nela ou então fazer
algum julgamento negativo e distorcido. Mais quando ela ressurge
em meio a arte e ao teatro, ganha vida e se torna novamente símbolo
de luta e liberdade “ . Realmente amigos! A arte, é
uma forma de comunicação e conscientização
muito bem aceita, precisamos expandir nossa experiência. Os
olhares atentos, ouvidos afinados, e o interesse do publico após
as apresentações, demonstram sua aceitação.
Que possamos fazer desta iniciativa ocasional, uma de nossas armas
mais poderosas na luta contra o Imperialismo a exploração
e ao Capitalismo.
Estamos todos, e sei que posso falar por todos, muito felizes com
a repercussão da peça, e desejosos para dar continuidade
ao trabalho, fazendo o grupo crescer e se manter. A falta de experiência,
o amadorismo, e a timidez, foram sim obstáculos, nada porém,
forte o bastante para nos impedir. De fato, não impediu!
Não nos faltam motivos para alegria, pois apesar do cansaço
e esforço, os resultados compensaram vezes mais nosso trabalho.
Tudo nos é possível agora. Amanhã porém,
se hoje trabalharmos, nada nos deterá. Viva!!!
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