Fortaleça a UCMG, entidade independente e de luta!

Este ano o tema da carteirinha da UCMG é “Defender com unhas e dentes a educação pública e gratuita!”. Isto porque uma das tarefas dos estudantes, dos grêmios e entidades estudantis é transformar nossas escolas em trincheiras de luta na defesa de nosso direito a uma educação de verdade. Exemplos de ataques a esses direitos por parte dos governos municipais, estadual e federal não faltam. Nossas escolas do ensino médio e fundamental estão caindo aos pedaços, tanto em estrutura quanto no ensino. Os professores são mal pagos e são obrigados a utilizar métodos impostos pelas secretarias de educação que nos impedem de aprender conteúdos. O resultado disso é que os governos mentem, preenchem as suas estatísticas para fazerem suas demagogias e ganharem votos nas eleições, enquanto o que acontece na verdade é a destruição do ensino. Mesmo os nossos sonhos de ingressar em uma universidade pública gratuita estão sendo ameaçados. O projeto de “Reforma Universitária” aplicado pelo governo Lula-FMI, ao contrário do que é propagandeado, tem o objetivo de destruir o ensino superior público gratuito.

A foto que escolhemos para a carteirinha é de uma manifestação de estudantes pelo Passe Livre em Fortaleza. Os estudantes Cearenses deram exemplo de como devemos agir diante de nossas necessidades: organização, luta e combatividade! Mostram que a luta que empreendemos aqui em nosso estado tem correspondência com a luta dos estudantes de todo o país.

Abaixo a aprovação automática e a escola plural!
Passe Livre para todos os estudantes!
Abaixo a “Reforma Universitária” do Banco Mundial!


Carteirinha estudantil: fortalecimento da organização independente dos estudantes!

As entidades estudantis cumprem um importante papel na organização das lutas dos estudantes e de sua independência de instituições governamentais e do Estado. Uma das formas de manter sua autonomia e organização no meio dos estudantes é através da carteirinha estudantil, que muito mais que uma identificação para garantir a meia-entrada é um instrumento independente de identificação estudantil, fora do controle do Estado e que liga os estudantes à sua organização, entidade ou movimento, além de ser uma forma de filiação e de contribuição ao grêmio da escola e às entidades que organizam a luta por seus direitos. É com o dinheiro da contribuição da carteirinha que são confeccionados segundo o interesse dos estudantes, faixas, cartazes e organizadas manifestações e atividades culturais nas escolas.

No entanto, nos últimos anos têm surgido muitos oportunistas que utilizam a carteirinha, como um negócio lucrativo para interesses pessoais e de empresas. Milhares de formulários de entidades fantasmas circulam nas escolas, e muitos estudantes a fazem carteirinha pensando se tratar de entidade estudantil, quando na verdade são empresários que vendem a meia entrada como se fosse um produto e não um direito, explorando os estudantes. Isto se intensificou quando em 2002 FHC lançou uma medida provisória que permitia a qualquer um emitir carteirinha de estudante, legalizando esta situação. O objetivo de FHC era intervir no movimento estudantil a fim de enfraquecê-lo. Prefeituras também lançaram medidas semelhantes para atacar entidades de luta como a UCMG. Também oportunistas da Ubes e Une perderam a confiança dos estudantes por utilizar sua estrutura para defender sua política eleitoreira. Hoje, todas as suas ações vão em direção à defesa do governo vendendo o interesse dos estudantes e do povo. São financiados por vereadores, deputados e governos, os mesmos que atacam diariamente os interesses dos estudantes e do povo.

Não faça carteirinhas de entidades fantasmas que só querem lucrar em cima da exploração dos estudantes, e nem de governistas como a Ubes, que utilizam dinheiro dos estudantes para trair os estudantes e defender a política anti-povo do governo.

UCMG, entidade independente e de luta!

A UCMG é uma entidade que está ligada aos estudantes dentro das escolas e onde todos podem participar, tem uma sede no centro de BH, onde os estudantes podem usar do espaço para fazer assembléias, reuniões e discussões sobre suas lutas, além de atividades culturais, fazer aulas de violão e capoeira. É um espaço dos estudantes. Totalmente diferente de outras que são fábricas de carteirinhas ou comitês eleitorais.

Desde 1995 quando rompeu com a Ubes, a UCMG assumiu o caminho da luta combativa e independente de governos e de partidos políticos eleitoreiros, combatendo essas velhas práticas oportunistas e traidoras dos interesses dos estudantes, passou a construir um novo movimento estudantil. Através da organização das lutas importantes dos estudantes pelos seus direitos: contra a taxa de matrícula no CEFET-MG em 1998 e 2002, a luta contra o fechamento das salas no noturno no Estadual Central em 1999, a luta pela garantia do ensino técnico na escola técnica estadual Prof. Fontes, a luta contra a escola plural/aprovação automática principalmente hoje no Marconi, e até no Prof. Fontes onde paralisou a escola com uma greve de estudantes em 2004, a grande e massiva jornada de lutas pelo passe livre, que sacudiram Belo Horizonte em 1999/2000. Luta essa que até hoje é organizada pela UCMG, que no ano passado organizou os estudantes, invadiu a prefeitura e realizou uma grande manifestação pelo passe livre. Durante todo esse período temos nos colocado ao lado do povo, apoiando e participando ativamente de suas lutas, por melhores condições de vida e contra toda e qualquer forma de exploração e opressão.

A UCMG é a única entidade independente e de luta de Minas Gerais e seguiremos firme nesse caminho, resistindo contra o sucateamento da educação e em defesa do verdadeiro movimento estudantil.

Seguir na defesa da meia entrada!

Foram anos de luta para que os estudantes conquistassem o direito à meia-entrada em eventos culturais, esportivos entre tantos outros. Os estudantes pressionaram até que em 1993 fosse sancionada uma Lei Estadual que garantia a meia entrada. Este direito sempre foi garantido através da carteira de identificação estudantil, confeccionadas pelos próprios estudantes em suas entidades. A luta estudantil foi muito grande não só até a lei da meia entrada. Para garantir a aplicação desta lei houve muita luta. Todos os anos enfrentamos empresários donos de cinemas, teatros, promotores de eventos e o governo que sempre tentaram driblar para na prática não aplicar a meia entrada. Defendemos o acesso à cultura, esporte e lazer não só para os estudantes, mas para todo o povo, independente de carteirinha. Mas aqueles que são donos dos espaços para estas atividades e os governos que hoje falam de “meia para todos” executam na verdade “inteira para todos”, negando este direito para toda a população. Não vamos arredar o pé para garantir este direito a começar pela organização estudantil!

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