UFMG AMEAÇA EXPULSAR ESTUDANTES POR PARTICIPAREM DE MANIFESTAÇÃO POR MELHORIAS NO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO

 

Na ultima semana foi divulgado  pela Comissão de Legislação do Conselho Universitário da UFMG o parecer 23/2008 que, aos moldes do regime militar, propõe uma série de penas absurdas a estudantes  que participaram de manifestação conhecida como "pula-catraca" em 2007 na UFMG.

Os estudantes que reivindicavam melhorias no Restaurante Universitário foram duramente reprimidos, sendo agora ameaçados de expulsão da universidade. Na ultima  quinta-feira, dia 20/11,  a reunião do Conselho Universitário que aprovaria o parecer foi adiada com o sórdido objetivo de votar a expulsão dos estudantes quando a universidade tiver ainda mais vazia, uma vez que as aulas da UFMG já estão praticamente no fim e os estudantes encontram-se no conhecido "clima de fim de semestre", atolados de trabalhos e provas.

O MEPR tem, junto a setores progressistas da universidade, promovido uma ampla campanha contra as expulsões e em defesa dos estudantes processados e como é de praxe, os setores oportunistas do movimento estudantil como a direção do DCE ligada ao PSTU e os militantes do PCR não fazem nada para defender os estudantes, tentando vender a ilusão de que será possível reverter esta situação sem uma intensa campanha de denúncia política e propondo a redução, melhor dizendo, a aceitação das penas contra os estudantes.

O MEPR conclama a todos estudantes, professores e pessoas honestas a se posicionarem contrariamente a mais esta arbitrariedade da REItoria e Conselho Universitário da UFMG.

 

Clique aqui para ver o panfleto do MEPR

 

Rebelar-se é Justo!

 

Exigimos o fim imediato do processo e não aceitaremos qualquer punição!

 

Abaixo a criminalização do movimento estudantil!

 

 

 

Leia, abaixo, a nota de repúdio divulgada pelo Diretório Acadêmico de Pedagogia da UFMG e MEPR.

CARTA ABERTA A TODA COMUNIDADE DA UFMG

O Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação da UFMG vem através desta tornar público nosso repúdio e indignação frente ao parecer nº23/2008 da Comissão de Legislação do Conselho Universitário, responsável por apurar os fatos ocorridos na manifestação do dia 25 de Abril de 2007, o movimento "Pula-catraca".

O parecer propõe o desligamento da universidade a dois estudantes, a suspensão de um período letivo para dois estudantes, de trinta dias para um estudante e oito dias para dois estudantes como punição por "impedir tanto a entrada quanto a saída de servidores e outros membros da comunidade universitária, mediante constrangimento físico, provocações verbais e cerceamento do direito de trabalhar e de locomover-se de todos, perturbando não só a ordem no âmbito da instituição, mas também o desenvolvimento das atividades inerentes ao serviço público" (Parecer PJ/SLP n. 386/2008).

Os próprios estudantes, injustamente acusados de liderarem o movimento, com o apoio do DCE e de vários DA´s denunciaram à comissão de Direitos Humanos  que a maneira como o processo estava se dando (com interrogatórios intimidadores, investigações e dossiês sobre as atividades de tais estudantes no movimento), caracterizava não um processo meramente de apuração dos fatos, mas sim de uma perseguição política contra lideranças do movimento estudantil na UFMG e uma política de criminalização do movimento estudantil.

Entendemos que o resultado do parecer da comissão, se aprovado e endossado pela Universidade configura uma orientação agressiva às liberdades e direitos democráticos, assim como à liberdade de organização e atividade política dos estudantes. Até mesmo porque o movimento "Pula-Catraca" foi um movimento político-reivindicativo com ampla participação dos estudantes de toda UFMG, (mais de dois mil), que levou para dentro de cada sala de aula o debate, necessário e urgente, sobre a Assistência Estudantil em nossa Universidade.

Episódios como este de repressão a este legítimo movimento estudantil, com a conseqüente interrupção do debate político, têm ocorrido repetidas vezes, manchado a história de nossa Universidade e ferido suas tradições democráticas. Isso foi percebido no fatídico episódio da repressão policial aos estudantes do IGC que passavam um vídeo sobre a legalização da maconha, como também na aprovação "atropelada" do REUNI no Conselho Universitário, que desrespeitou a opinião da maioria de professores e alunos.

Convocamos todos os alunos, professores e funcionários, amantes e defensores intransigentes da democracia como princípio geral e meio para alcançarmos uma sociedade mais justa, a repudiarem este parecer e defenderem os direitos e liberdades fundamentais dos estudantes dentro da universidade.

 

DIRETÓRIO ACADÊMICO WALQUIRIA AFONSO COSTA – GESTÃO CONSTRUINDO 2008/2009

MOVIMENTO ESTUDANTIL POPULAR REVOLUCIONÁRIO - MEPR

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