UNE GOVERNISTA INIMIGA DOS ESTUDANTES!

 

UNE agride estudantes de Pedagogia:

 

Entre os dias 27 e 29 de maio ocorreu a eleição que definiu a nova diretoria do Centro Acadêmico Paulo Freire de Pedagogia da UERJ. Duas chapas: a chapa “unindo para construir”, apoiada pela UNE e sua juventude mensalão (PT-UJS) e a chapa “Dias de Luta!”, independente e não ligada a nenhum partido eleitoreiro. A eleição terminaria tranqüilamente não fosse a ação covarde e repugnante de um apoiador da chapa “unindo para construir”, militante da UJS, que agrediu duas estudantes de pedagogia membros da chapa “Dias de Luta!”. Não bastasse essa primeira covardia esses pseudo-estudantes ainda cometeram outra que foi a de fugir vergonhosamente pela saída de emergência com escolta da segurança da UERJ e, claro, da reitoria.

Esse exemplo por si só mostra que muito mais do que duas chapas essa eleição marcou a oposição entre duas concepções, duas posturas e dois caminhos no movimento estudantil: de um lado o caminho da submissão tanto ao governo Banco Mundial-Lula e sua “reforma” universitária privatista quanto ao governo estadual de Sérgio Cabral que ataca não só a educação como também a saúde e demais áreas públicas (vide o caso da dengue), o caminho da omissão e de um movimento estudantil “pegador de giz”, desligado das lutas do nosso povo e altamente despolitizado; e do outro o caminho da independência e combatividade, do movimento estudantil que busca exatamente se vincular às lutas populares e construir junto dos estudantes uma consciência efetiva e justa visando a transformação da realidade dramática que cerca não apenas a juventude como o povo brasileiro de maneira geral.

 

UNE, governos, reitorias X estudantes brasileiros

 

            Não é a primeira vez que a UNE protagoniza cenas tão lamentáveis como essas, seja nacionalmente, seja na própria UERJ. Em novembro de 2004 ocorreu na UERJ o Encontro Municipal dos Estudantes em Luta (EMEL), encontro organizado por grêmios independentes que visava a fundação de uma nova entidade secundarista em oposição à AMES, entidade obsoleta ligada a PT/Pecedobê. Morrendo de medo que os secundaristas do Rio dessem esse importante passo os militantes da UJS invadiram o encontro e tentaram encerra-lo na base de agressões. Como isso não foi suficiente, e após serem repudiados pelos estudantes, a UJS voltou à UERJ dessa vez com a PM que, sem qualquer autorização invadiu a universidade com fuzis para encerrar o encontro e agredir os estudantes, tudo sob o aplauso (literalmente) dos governistas da UNE e da AMES. No ano passado, na luta contra o REUNI, quando o movimento estudantil brasileiro ocupou 14 reitorias para defender uma verdadeira democracia na universidade a UNE não só boicotou a luta como serviu de segurança e tropa de choque das reitorias vendidas, como ocorreu na UFRJ. UNE, reitorias, polícia e diferentes governos estão todos do mesmo lado, o lado deste velho Estado reacionário e genocida brasileiro, opostos radicalmente à luta dos estudantes.

            Essa reação nada mais é que uma ação desesperada que acontece porque a UNE não consegue mais esconder seu governismo e o fato de que essa sigla de hoje não é nem sombra da verdadeira União Nacional dos Estudantes da década de 60, senão que é a sua antítese. Enquanto aquela UNE mobilizava os estudantes e o povo para lutar não apenas contra o regime militar mas também por uma nova sociedade, a UNE hoje só o que sabe é bajular os governos e reitorias corruptas (como o reitor da UNB que abriu seu 50º congresso) e servir de trampolim eleitoreiro. A verdade é que os estudantes rompem cada vez mais com essa entidade carcomida e descobrem, no curso da luta, que só o caminho da mobilização e da conscientização independentes podem conduzir a alguma vitória. Os recentes exemplos da ocupação da USP e suas barricadas, da luta contra o REUNI e da vitoriosa ocupação da UNB são comprovação contundente disso. Por isso não devemos nos intimidar com essas reações senão que estarmos prontos para rechaça-las e redobrar os esforços para construir na prática o caminho do novo movimento estudantil.

            Essa UNE governista, oficial e reformista não nos representa e seu velho movimento estudantil está sendo substituído cada vez mais por um novo, audacioso e revolucionário ME. Assim mostram os fatos e assim ainda mais será. O nosso papel, o papel dos militantes e ativistas, é esclarecer isso aos nossos colegas com debates, discussões e exemplos vivos. Qualquer vitória da UNE não pode ser mais do que temporária e aparente porque tanto no ME quanto na vida o novo sempre substitui o velho, através da luta, afinal de contas a história não roda e não rodará jamais na contramão.

 

POR UM MOVIMENTO ESTUDANTIL COMBATIVO E REVOLUCIONÁRIO!  

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