Manifestação
termina com repressão da PRF
A
manifestação dos estudantes contra a corrupção
no país sofreu forte repressão da policia rodoviária
federal na tarde de quinta-feira (11) e 3 pessoas foram presos.
A manifestação dos estudantes da UNIR na tarde de
quinta-feira, 11 de agosto, contra a corrupção no
país e em Rondônia, acabou em confronto com a polícia
rodoviária federal.
A manifestação na BR364 iniciou-se por volta das
15:00hs do dia 11 de agosto, com o intento de marcar o Dia dos
Estudantes com uma manifestação contra a corrupção.
(...)
Entre
os gritos, ouviu-se "abaixo a Reforma Universitária
do PT/FMI" e "Nem Lula nem mula, voto a gente anula!"
Os brados atingiram o reitor, Ene Glória, acusado por alguns
manifestantes de ter sido condenado pelo Tribunal de Contas da
União por desvio de R$ 80.000,00 da Unir.
O primeiro problema se deu quando um caminhão do Exército
insistiu em passar. Com as negativas dos estudantes e professores,
que se deitaram embaixo das rodas do veículo, desviaram
o caminhão, notificando a Polícia Rodoviária
Federal.
Esta chegou em poucos instantes, em 3 motocicletas e 5 veículos.
De armas em punho, indagaram sob um "líder".
O grupo gritou que "um povo forte não precisa de líder"
e que ficariam "ainda que fizessem da rodovia seu túmulo"
visto que haviam avisado os motoristas e os policiais que a manifestação
acabaria às 17:00hs.
Neste
instante a situação se agravou.
Policiais tentaram tirar a câmera de uma estudante de História,
responsável pelo jornal interno da Universidade Federal.
Manifestantes impediram tal ato e Logo, o comandante da operação
declarou que a manifestação estava encerrada e que
quem continuasse ali seria preso por desobediência e destruição
do patrimônio público e ameaçou: "Seria
muito fácil tirar todo mundo daqui, bastaria passar com
o carro por cima".
E iniciaram a truculência e abusos do poder.
Uma professora foi detida.
Os gritos insistiram: "Abaixo a Repressão! Fora Lula-Cassol-Carlão".
E, Mais três pessoas foram detidas... Com o apoio de populares
e de um dos alvos da manifestação, Francisco Leilson,
presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), um deles
foi solto.
O estudante de História, Isaac, intercedendo pelos colegas
e professores, foi estrangulado em uma "gravata" por
um policial.
Ele logo começou a gritar que passava mal, sendo mantido
em tal posição por vários minutos, sendo
solto pelo policial já desmaiado. Os policiais se viraram,
entraram nas viaturas e levaram os presos, abandonando o jovem
sem sequer prestar os primeiros socorros.
Os detidos foram levados à sede da Polícia Federal.
Estudantes se dirigiram para lá, mas foram impedidos de
entrar e de conversar com os presos, que, segundo o policial deveriam
ser mantidos "incomunicáveis".