Barrar a Univesp com greve geral

 

 

A expansão do ensino à distância (EAD) avança a passos largos com a implementação da Univesp, com a justificativa de oferecer uma educação pública, gratuita, de qualidade, ampliando o acesso geográfico e temporal ao ensino superior.

Argumentam que esta é a única forma de dar uma formação superior aos 60.000 professores sem curso superior no estado e assim melhorar as condições de aprendizado dos estudantes do ensino infantil e fundamental, mas não falam uma palavra sequer sobre as condições das escolas e de trabalho e salário dos docentes.

O que não mostra o demagógico projeto é que o número de vagas nas universidades públicas precisa ser expandido com financiamento e estruturas adequadas. O governo Serra com a Univesp, assim como o governo Lula com o Reuni buscam demagogicamente incrementar as estatísticas quanto aos números de vagas do ensino superior público, para dizerem que estão promovendo a democratização do ensino superior no estado e no país. Utilizam-se de uma bandeira histórica do movimento docente e discente de “universalização de acesso e permanência do ensino superior” para aplicarem medidas que atacam profundamente o sistema de ensino superior público do país.

O governo afirma que a única forma de solucionar o problema do déficit de vagas é a implementação do EAD em virtude dos custos. Porém, para o financiamento do ensino privado há dinheiro público. Através do Pró-uni fizeram saltar as vagas no setor privado de cerca de 400 mil no governo FHC para 1 milhão no governo de Luís Inácio.

Mas essa adoção do EAD como política pública tem um preço muito alto. A Univesp de Serra como também a Universidade Aberta do Brasil de Lula, atingem profundamente o caráter indissociável do tripé ensino, pesquisa e extensão. Ferem profundamente a autonomia universitária, pois os mesmos são aplicados de maneira unilateral, sem o devido debate na comunidade acadêmica, sem respeitar a opinião de estudantes, professores e trabalhadores, que por várias vezes já se manifestaram contra estes projetos.  

Ao utilizar principalmente o EAD como única maneira de expansão da formação de licenciatura, o governo segue a “cartilha” (DCNs) do MEC de promover cada vez mais a separação da licenciatura do bacharelado e principalmente promover o divorcio entre licenciatura e pesquisa causando sérios danos ao ensino público em geral.

O projeto da Univesp trata o ensino superior como um privilégio a ser usufruído por poucos ao invés de ser um direito de todos. Para eles continuaria uma “elite” podendo estudar nas vagas presenciais e ao restante da população caberiam as vagas à distância.

Querem transformar os cursos de licenciatura em um mero “Telecurso 2000” de nível superior. A institucionalização do ensino à distância no ensino público, também representa a adoção de critérios mercadológicos no ensino público, sendo que buscam atingir o máximo de pessoas com o mínimo de recursos.

A Univesp é o maior ataque do governo Serra ao ensino superior paulista, devemos enfrentá-lo nos organizando somando as mobilizações dos trabalhadores como também os professores para desencadearmos uma greve geral das universidades estaduais paulistas para barrarmos a Univesp. O que as universidades estaduais necessitam é de mais verbas e mais condições para ampliação de vagas e não da substituição do ensino presencial pelo ensino à distância.  

            A luta por barrar a Univesp e a luta por mais verbas é inseparável, não podemos dissociar uma da outra, só assim damos o correto peso a esta luta.

 

Preparar a greve geral para barrar a Univesp e por mais verbas!

Todo apoio à greve dos funcionários!

Pela imediata reintegração do funcionário Brandão!

Pelo fim da perseguição da reitoria contra funcionários e estudantes em luta!

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