SP - Ampliar a
Greve! Aumentar o Protesto Popular!

Plenária na reitoria ocupada
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Os
estudantes da USP deflagraram greve durante Assembléia Geral
realizada na última quinta-feira (dia 4 de junho). A Assembléia
contou com mais de 1.000 estudantes que aprovaram a Greve, logo
após a deflagração da greve pelos professores. Agora estão
unidos em greve estudantes, professores e funcionários!
A
greve dos professores, aprovada em Assembléia Geral na tarde do
dia 4, reivindica, entre outros pontos, a retirada da PM no
campus universitário e o fim das perseguições políticas dentro
da instituição.
Os
estudantes aprovaram a Greve em apoio à greve inicialmente
deflagrada pelos técnicos-administrativos e se posicionam contra
a presença da PM no campus da USP; contra o projeto de ensino à
distância (UNIVESP); a favor de eleições diretas para reitor;
além de exigir mais verbas para a educação.
Os
funcionários da USP já estão em greve desde o dia 5 de maio e
reivindicam como ponto central o fim dos processos
administrativos contra trabalhadores e estudantes, por conta da
Ocupação da reitoria em 2007, e a reincorporação de Claudionor
Brandão, funcionário da USP e diretor do SINTUSP (Sindicato dos
Trabalhadores da USP).
Fora PM da Universidade
Para
tentar acabar com o legítimo direito dos trabalhadores de se
manifestar e exercer a greve aprovada em Assembléia, a reitoria
da USP, a mando do governo Serra, convocou a Polícia Militar
para invadir a Universidade.
No
dia primeiro de junho a polícia chegou ao campus para impedir
que os
funcionários realizassem piquete – atividade de greve - na
entrada de prédios. No dia seguinte a polícia foi retirada, mas
novamente no dia 3 voltou a reprimir estudantes, professores e
técnicos em luta.
Esta
é a forma que os governos e as reitorias estão tentando resolver
os problemas internos da Universidade. Como se não bastasse a
estrutura extremamente antidemocrática da Universidade
Brasileira, que reflete a falsa democracia de nossa sociedade
semicolonial e semifeudal, a reitoria da USP ainda chamou a
polícia para agredir membros da Universidade.
Toda
esta repressão de nada vai adiantar. Cada vez mais cresce o
movimento de luta e se fortalece a Greve.
Preparar a Greve Geral
A
greve é uma forma dos estudantes, professores e técnicos
defenderem seus direitos e o ensino público e gratuito atacado
tanto pela gerência nacional de Luiz Inácio, quanto pela
gerência estadual de José Serra.
Para
derrotar os planos de desmonte e privatização do ensino, além da
repressão crescente sobre os movimentos populares, é necessária
a construção de greves das três categorias em todo o país,
unificando numa grande e única Greve da educação.
Além
disto é necessário unificar nossas greves com greves de várias
categorias que estouram pelo país. São operários da construção
civil e de vários ramos da indústria, petroleiros, rodoviários e
outras inúmeras categorias que têm feito Greve para enfrentar a
difícil situação imposta pelo Gov. FMI-Lula e as "reformas"
previdenciária, universitária, trabalhista e sindical.
Unindo estas greves podemos fazer uma combativa e vermelha Greve
Geral e, efetivamente, enfrentar e derrotar as “reformas” do
imperialismo que visam privatizar o ensino, cortar direitos
trabalhistas e prejudicar o povo de uma forma geral.
Fora PM da
Universidade!
Viva a Greve dos
estudantes, professores e técnicos!
Preparar a Greve
Geral contra as “reformas” do imperialismo!
Rebelar-se é
justo!