USP - DCE (PSTU-PSOL) freia a
mobilização estudantil

Na última quinta feira 07/05 foi realizada uma assembléia com
cerca de 450 estudantes, mobilizados pelo clima de greve e de
mobilizações crescente na USP, impulsionados pela ocupação do
DCE – Livre, pelos estudantes, e pela deflagração de greve dos
funcionários.
O DCE - Pstu/Psol, percebendo a crescente mobilização dos
estudantes em torno da agitação de deflagração de greve
estudantil, mobilizou a sua claque para manobrar, tourear a
assembléia e impedir a deflagração de greve estudantil imediata
como também a declaração de indicativo de greve para ser
discutido nas demais unidades.
Em uma conturbada assembléia, abriram apenas 22 intervenções,
sendo que destas, 16 eram para sustentarem as posições
oportunistas do DCE. Com mais falações atacaram as propostas de
deflagração de greve com um discurso fascista de acusar a
proposta de greve de vanguardinha, que não correspondia com a
situação de desmobilização dos estudantes e insinuaram que esta
proposta não defendia a ampliação do debate e fortalecimento da
mobilização dos estudantes. Chegaram a indagar de forma
sorrateira, se o caminho seria mesmo o da greve. Ora qual o
caminho a não ser o da luta?
Não contentes de impedir, de maneira muito duvidosa, a aprovação
de indicativo de greve na assembléia, passaram a defender fechar
o Comando de Mobilização a apenas representantes escolhidos em
assembléias ou reuniões de CAs. Isso é uma clara tentativa de
manter sob controle a mobilização, impedindo inclusive a
participação mais ampla dos estudantes. Qual o interesse de
restringir a participação dos estudantes? Afirmam que só se
deve deflagrar a greve se tiver uma mobilização mais ampla, mas
são contra uma participação maciça dos estudantes no comando.
Na verdade o que vimos nesta assembléia foi a clara postura do
DCE/Pstu-Psol de impedir a ampliação da mobilização, atuando
como camisa de força do movimento. Projetam metas extremamente
longínquas como a de encontro estadual para construção de um
projeto alternativo para a UNIVESP, na intenção de enfraquecer a
mobilização. Porém para o encontro ser realizado é de
fundamental importância que ocorra em meio à greve dos
estudantes.
Ao indagarem o estado de mobilização das outras estaduais e dos
outros campi e utilizarem disso como critério unilateral para a
não deflagração e para não aprovar o indicativo de greve,
demonstram que na verdade são contra a greve e não tem coragem
de afirmar isso abertamente. Mas a prática é o critério da
verdade e vai desmoronando a mascara destes oportunistas. Fazem
um discurso aparentemente favorável ao aumento da mobilização.
Porém, na prática, boicotaram a ocupação do DCE decidida
democraticamente em assembléia geral dos estudantes.
Sabemos muito bem que a melhor forma de impulsionar a
mobilização não é frear a luta onde se está mais mobilizado e
sim agitar ainda mais onde já está mobilizado, como na FFLCH,
para que este centro irradie para os outros lugares e assim
acelere a mobilização. Para se provocar um incêndio não é
necessário uma fogueira e sim apenas uma centelha. Devemos
transformar os locais mais mobilizados em verdadeiras centelhas
que espalhem a chama da mobilização por todos os cantos. Assim
realmente estaremos enfrentando as medidas do governo de ataque
à universidade pública do estado. Somente assim estaremos
apoiando de fato a greve dos funcionários.
Por fim o DCE protelou a primeira reunião do comando para 18 de
maio, no intuito de enfraquecer a mobilização com a costumeira
letargia, com intenção de transferir a greve praticamente para
as férias. Mas devemos seguir funcionando o já existente comando
para não deixarmos o movimento enfraquecer. Assim fizemos logo
após a assembléia. Reunimos-nos e todos por unanimidade
reafirmaram a decisão de seguir mobilizando para a deflagração
da greve.
Preparar a
greve geral das universidades estaduais!
Seguir
mobilizando para deflagrar a greve!
Apoiar a
greve dos funcionários deflagrando a greve estudantil!
Fortalecer
a ocupação do DCE e o Comando de Greve!