| Estudantes
solidarizam e exigem a libertação dos camponeses presos
políticos
Liberdade para os camponeses
do Assentamento Bananeiras
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| José
Wellington Souza Filho, o Rêmêmê
42 anos, casado, 4 filhos
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José
Fábio da Silva,
o Fabinho
24 anos
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José
Luíz Alexandre,
o Zeca
42 anos, casado, 7 filhos |
Manoel
Alves da SIlva, o Negão
43 anos, casado, 10 filhos
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Adeílson
Ferreira, o Dininho
26 anos, 3 filhos |
José
Fagne da Silva, o Côca
23 anos |
José
Laércio Bispo, o Irmão
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Antônio
Pedro da
Silva, o Sarney
54 anos, casado,
5 filhos |
José
Pereira Guerra |
Desde
o mês de fevereiro, 9 camponeses do Assentamento Bananeiras
estão presos no presídio Doutor Rorenildo da Rocha,
em Palmares, por ordem da juíza Aline Cardoso dos Santos.
Os camponeses acima estão todos sendo acusados injustamente
pela morte de um policial militar ocorrida no dia 05/02/2005.
A morte do PM foi resultado da ação violenta e irresponsável
dos próprios policiais. Eles entraram no Assentamento, num
carro sem placas, em alta velocidade perseguindo José Ricardo
Rodrigues, que também está preso. Eles não
se identificarem como policiais, não estavam fardados e usavam
bermudas e camisetas. Chegaram atirando em várias direções,
um dos disparos atingiu o trabalhador José Laércio
Bispo, o "Irmão", que caiu no chão ferido
gravemente. Diante deste ataque, e acreditando se tratar de bandidos
ou pistoleiros, os camponeses no seu legítimo direito de
defesa reagiram. Agiram na defesa de seus familiares e de sua própria
vida, na integridade de seus amigos e de suas propriedades.
Foi somente após a morte do sargento que os policiais se
identificaram como PM's. Eles foram os responsáveis, agiram
ilegalmente, já que não estavam em nenhuma operação
oficial autorizada pelo comando da Polícia Militar. Até
hoje não justificaram a operação, muito menos
o objetivo de portarem fuzis, metralhadoras, paus, cordas e alicates.
Depois a polícia prendeu indiscriminadamente, inclusive o
trabalhador que foi baleado, e não há qualquer prova
da responsabilidade destes camponeses nos fatos ocorridos.
Apesar de serem todos réus primários, a juíza
Aline Cardoso dos Santos não concedeu a eles o direto de
responder o processo em liberdade. Por que estes camponeses continuam
presos? Estão presos porque são pobres e no Brasil
cadeia é só para pobre. Quando vez ou outra um rico,
um juiz ou político vai para prisão contam com celas
especiais, comidas de restaurantes chiques, celular e todo tipo
de regalias. Recentemente Paulo Maluf, ex-prefeito de São
Paulo e um dos maiores ladrões do Brasil, passou alguns dias
na prisão, mas logo foi solto. E o juiz Lalau, que desviou
mais de 145 milhões de reais dos cofres públicos?
Está cumprindo prisão domiciliar tranqüilamente
em sua mansão.
Além de serem pobres estes camponeses são lutadores
e é também por este motivo que estão presos.
Estão presos porque lutaram por um pedaço de terra
para morar e trabalhar. São presos políticos deste
Estado burguês-latifundiário. Assim como eles centenas
de camponeses estão nas cadeias ou com mandatos de prisão
preventiva, como é o caso do companheiro Wenderson Santos,
o "Ruço", preso ilegalmente há mais de dois
anos em Rondônia. O Estado opressor persegue estes lutadores,
porque no Brasil do latifúndio não é permitido
ao povo trabalhar. Na cidade os desempregados não tem direito
a vender mercadorias, os combeiros não podem transportar
passageiros, os taxistas não podem rodar nas estradas e os
camponeses não podem plantar.
Os moradores do Assentamento Bananeiras são homens e mulheres
honrados, trabalhadores e honestos. Vivem as custas de seu suor.
Plantam milho, feijão, fava, laranja, criam gado e ovelhas.
E diferentemente dos latifundiários, dos donos de engenho,
que gastam todo o seu rico dinheiro no Recife, os camponeses do
Assentamento Bananeiras, assim como os outros pequenos produtores,
fazem movimentar o comércio de Quipapá.
Hoje, no fórum da cidade, está ocorrendo mais uma
audiência do julgamento dos camponeses do Assentamento Bananeiras.
Em nome dos estudantes do Recife, dos Sindicatos Operários,
viemos manifestar nossa solidariedade aos trabalhadores presos e
clamar por sua liberdade. Conclamamos o povo de Quipapá a
aumentar o apoio a estes trabalhadores. E por último, solicitamos
a juíza Aline Cardoso dos Santos que considere a difícil
situação das famílias, das mulheres e filhos
destes trabalhadores, que estão passando por enormes dificuldades
financeiras. Todos eles garantiam o sustento de suas famílias,
são mais de 29 crianças passando necessidades sem
poderem contar com seus pais, presos injustamente. Diante desta
situação de extrema gravidade: Exigimos a imediata
libertação dos camponeses presos!
Comitê de apoio aos camponeses do Assentamento Bananeiras
Movimento Estudantil Popular Revolucionário - www.mepr.com.br
/ nordeste@mepr.com.br
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