REBELAR-SE É
JUSTO!
estatística revela que polícia
do Rio matou ainda mais
O
Instituto de Segurança Pública, órgão vinculado à secretaria de
segurança do governo do estado, anunciou na semana passada novas
estatísticas sobre a violência no estado do Rio de Janeiro. Como
já era de se esperar, o número de civis mortos pela Polícia
(denominado “autos de resistência”) aumentou.
A
estatística revela que o número de assassinatos cometidos pela
polícia em abril deste ano aumentou em 10% em relação ao mesmo
mês de 2007. O absurdo número de 131 pessoas mortas em abril de
2007 subiu para 143 no mesmo mês deste ano. Estes são os dados
incontestáveis da política fascista que está sendo implementada
no Brasil, e tem como exemplo o estado do Rio de Janeiro com o
governo policial de Sérgio Cabral, o qual Luiz Inácio assina embaixo.
De janeiro a
abril de 2007 foram mortas 449 pessoas e a gerência de Cabral,
não satisfeita com este número inaceitável, ainda conseguiu
promover um aumento de 12% chegando a 502 assassinatos só neste
primeiro trimestre de 2008.
Claramente
se vê que se trata de uma política de extermínio da população
pobre. As pesquisas não deixam dúvidas: além do altíssimo índice
de ocorrências, os locais onde acontecem mais mortes são
exatamente as periferias e favelas. Aliás, Cabral não esconde de
ninguém sua mente colonizada e a criminalização que faz da
pobreza: “Você
pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas,
Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na
Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir
marginal“.
– fala de Sérgio Cabral durante entrevista em 2007.
Política terrorista do Estado contra o povo
Para seguir a exploração e opressão sobre milhões de massas
trabalhadoras é necessário que o Estado mantenha esta conduta de
presídios superlotados de pessoas pobres e também um elevado
índice de assassinatos. Esta é a única forma encontrada pelas
classes dominantes para continuar com esta sociedade injusta, de
miséria e desemprego para muitos e luxo para poucos. Sob o
imperialismo a única tendência que existe para a miséria é a de
aumentar cada vez mais. E para ter o controle das massas pobres,
para adiar e sufocar o estouro de rebeliões populares, só resta
ao velho Estado reacionário prender e matar pessoas de nosso
povo.
É
evidente notar a política estatal de criminalização da pobreza,
analisando os grandes centros urbanos. No
estado de São Paulo, por exemplo, aonde o número de habitantes é
estimado em 40 milhões, a população carcerária cresce
num ritmo assustador: enquanto em 1994 existiam menos
de 60 mil presos, o ano de 2006 encerrou com mais de 140 mil
detentos. O número oficial de assassinados pela polícia é de
438 no ano de 2007.
Enquanto em São Paulo a solução encontrada é de prender muito,
no Rio de Janeiro predominam os massacres. A população
carcerária contabiliza 22.851 (até o fim de 2007) pessoas dentre
uma população estimada em mais de 15 milhões de habitantes. 1330
civis foram mortos pela polícia durante 2007.
Percebe-se que o número de assassinatos cometidos pela polícia
do Rio só no primeiro trimestre do ano passado já ultrapassa o
número de mortos pela polícia de São Paulo no ano inteiro. E, em
contrapartida, o governo de São Paulo mantém na cadeia uma
proporção muito maior de sua população em relação ao estado do
Rio. Ambos matam e prendem pobres indiscriminadamente como
mecanismo para manutenção desta velha sociedade.
Abaixo, colocamos um mapa elaborado pelo Centro de Estudos de
Segurança e Cidadania aonde é possível perceber que a maior
concentração dos assassinatos cometidos pela polícia carioca está nas
periferias da cidade:

Na
maior parte da área clara estão os bairros Guaratiba e Barra da
Tijuca, onde se tem os imóveis mais caros da cidade, e a região
mais escura, que representa maior índice de crimes, são bairros
operários como Bangu, Vigário Geral e Penha.
A
justificativa é o “combate ao tráfico”
O
pretexto das gerências estaduais para explicar estatísticas tão
elevadas é o de “combate ao tráfico”. Este argumento fajuto é
bombardeado pelo monopólio de comunicação diariamente. Propagam
um terror sem limites, fazem de tudo para amedrontar a população
e justificar os massacres em bairros pobres como parte das
operações contra o tráfico de drogas. Chegam até a repetir mil
vezes, insistentemente, que existe um “poder
paralelo” erigido pelos traficantes.
morador e estudante são revistados

Não. Não existe nenhum poder paralelo dos traficantes nas
favelas. Existe o
mesmo poder estatal, só que não representado oficialmente pelo
instituições do Estado. Concretamente, qual é a diferença, do
ponto de vista do povo, do bandido para o policial? Ambos
oprimem os moradores das favelas. Impõem toque de recolher.
Representam perigo contra as crianças. Torturam jovens. Praticam
todo tipo de opressão contra o povo. Aliás, quem sustenta o
tráfico, senão o próprio Estado corrupto? Quem fornece as
armas aos bandidos, senão as próprias delegacias? Quem é
mais interessado no consumo de drogas pelos pobres, senão que o
imperialismo, a grande burguesia e o latifúndio?
O
tráfico movimenta os dois maiores negócios econômicos do mundo:
venda de armas e drogas. E quem, afinal, lucra com isto? É óbvio
que não é o traficante da favela X ou Y que está com o dinheiro
deste grande negócio. Atrás dos pequenos bandidos, estão latifundiários,
grandes industriais, banqueiros, e homens de alto escalão do
Estado. Estes sim, verdadeiros
bandidos que se enriquecem a cada dia à custa do sofrimento do
povo. São as mesmas classes dominantes que dirigem a polícia, o
exército e demais instituições do Estado, que, em última
instância, dirigem o tráfico de drogas.
Não existe democracia
para o povo
E, vivendo sob estes
governos policiais, onde está a tão propagada democracia do
povo? Não existe. Nunca existiu em nosso país. O povo brasileiro
continua sendo explorado e oprimido pela ditadura de grandes
burgueses e latifundiários. Nas favelas, é imenso o número de
trabalhadores que é obrigado a dormir fora de casa para se
abrigar da violência. Proletários que saem ainda de madrugada de
suas casas para chegar no trabalho, muitas vezes são impedidos
de se deslocar pelos tiroteios que assombram suas residências e,
para não correrem o risco de perder o emprego, passam a noite
fora de casa. Nem este mínimo direito, de entrar e sair de suas
casas, lhes é respeitado, quiçá direitos básicos como saúde,
alimentação, educação, saneamento etc.
Esta situação, de milhões
e milhões de brasileiros, é o produto do saqueio diário das
riquezas da nação pelo imperialismo e da brutal exploração
sofrida pelo povo, principalmente pelos camponeses pobres. A
fortuna dos latifundiários e grandes capitalistas é a miséria
dos camponeses e operários. Os privilégios e direitos das
classes opressoras são o salário mínimo, a fome e o desemprego
do povo. A segurança dos ricos é o extermínio de pobres. Enfim,
a democracia em que vive um punhado de ricos no Brasil é a
ditadura sofrida pelas dezenas de milhões de pobres. Como diz o
hino da Internacional Comunista: "Não há direitos para o
pobre / ao rico tudo é permitido".
O
único caminho é a Revolução
Antes o povo tivesse mesmo um poder paralelo tão estruturado
como alardeiam. Pois para o povo não há saída dentro deste
Estado da grande burguesia, dos latifundiários e lacaio do
imperialismo. Para as classes oprimidas é necessário destruir
esta velha sociedade, arrasar com a semifeudalidade no campo,
com o capitalismo burocrático nas cidades e com o domínio do
país pelo imperialismo. É necessário destruir este velho Estado,
que sustenta o poder destas classes opressoras e construir um
novo Estado, o Estado de Nova Democracia, que garanta o Poder
Popular e a edificação de uma nova sociedade, com novas relações
econômicas, políticas e culturais. E o povo, particularmente os
camponeses pobres, tem posto em marcha este processo,
construindo a Revolução Brasileira, Revolução de Nova Democracia
Ininterrupta ao Socialismo, através da Revolução Agrária que
ganha as alturas no movimento camponês e avança com a destruição do
latifúndio e democratização da terra.
O
povo só vai garantir seu direito à vida, quando se organizar por
conta própria, apoiando e dependendo exclusivamente de suas
próprias forças, em grupos de autodefesa. Nem os bandidos nem a
polícia e o exército do velho Estado vão defender o povo. Pelo
contrário, enquanto existirem, continuarão matando, oprimindo e
ditando as normas da vida das massas. A opressão, exploração e
repressão contra os pobres faz parte da própria natureza deste
Estado corrupto.
Através de sua organização os trabalhadores precisam ir
expulsando o velho Estado de cada local e, desde já, ir
exercendo o poder político, fazendo cumprir a vontade das massas. É
preciso ir enfrentando passo a passo o velho Estado na luta
prolongada pela tomada do poder. Este é o único caminho.

Governo
FMI/Cabral/Lula assassino!
Abaixo a
repressão contra o povo!
Resistir, Lutar, Construir o Poder Popular!
Abaixo esta
farsa de democracia! Viva a Revolução Democrática ininterrupta
ao Socialismo!